Quando uma mulher perde o interesse em um homem

Quando uma mulher enfim perde a esperança num homem, acabou, não há mais volta. Depois que uma mulher tem a sua fidelidade, a fé e paciência testadas inúmeras vezes, ela abre mão até mesmo das melhores lembranças do casal para ir em busca do amor e da vida com que sempre sonhou. 17 Sinais Quando o Homem Perde o Interesse. ... ou almoçar em um restaurante, ou fazer um piquenique..etc. ... querida, gostosa, sexy, entre outros , é porque esse tipo de homem só te ver como uma mulher para realizar seus desejos,mulher para um caso. E talvez ele te chama assim porque ele deve nem lembrar de seu nome o que é pior ainda. Relacionamentos não são perfeitos, mas são essas imperfeições que o tornam tão dinâmico e especial. O que não é nada especial é quando a mulher que te amava, perde o interesse na relação. Você notou isso na sua garota? Continue lendo e veja as 10 coisas que uma mulher faz quando perde o interesse no relacionamento: 1. Ela já não demonstra tanto ciúmes como antes Em essência, o ... Stael Ferreira Pedrosa Muitas são as razões que fazem uma mulher se desinteressar por um homem. Além dos motivos óbvios como grosseria, vícios, linguagem vulgar, egoísmo e problemas de caráter, existem outras coisas que as mulheres veem com algum tempinho de namoro e fazem qualquer uma desistir. Quando o que vemos sinaliza a não ir... Será que uma mulher perde o interesse da noite para o dia? Muitos homens tem esse tipo de dúvida e não conseguem entender quando a gata simplesmente deixa de corresponder. Em primeiro lugar, saiba que as mulheres são práticas e não gostam de perder tempo. Por que os homens perdem o interesse em mim? 1 – Homens gostam da caça. Homens se sentem atraídos pelo desafio que conquistar uma mulher proporciona a ele. Por isso, muitos homens gostam apenas da “caça” – da busca pela mulher – e quando percebe que já conquistou ela, ele parte para o próximo desafio. Descubra aqui o que você precisa fazer quando alguém perde o interesse por você! Entenda que quando a pessoa perde o interesse por você é essencial que você tome as atitudes para resgatar o interesse e o respeito entre vocês, pois, quando a pessoa volta a ter sentimentos relacionados à interesse e respeito, a atração, quase que magicamente, volta a acontecer. 4 Coisas que fazem o homem se apaixonar por uma mulher; Como Enlouquecer um Homem em 9 Passos Infalíveis; 20 Frases Para Conquistar um Homem Para Sempre; Como Seduzir um Homem Agora – em 6 Passos; Como entender a cabeça dos homens; Como fazer ele me dar mais valor; Como reconquistar o ex-namorado; Como deixar um homem louco por você Com o tempo, o sexo acaba se transformando em um fardo cada vez mais difícil da mulher carregar. Como resolver: se existe uma incompatibilidade sexual entre o casal, poucas ações são possíveis. Quando o problema é estrutural e não momentâneo, cabe ao parceiro descobrir se aceita conviver com a falta de desejo da companheira ou não. Entretanto, algumas situações, realmente, podem fazer com que o homem perca o interesse pela mulher. Leia 4 coisas que fazem uma mulher perder o interesse Os quatro comportamentos enumerados abaixo são muito comuns nas reclamações masculinas, mas é importante que a mulher reflita se é esse o caso, já que em relação ao ser humano nada ...

Despindo o Homem Encapuzado

2020.09.05 04:27 frdnt Despindo o Homem Encapuzado

A teoria abaixo é parte de uma serie de textos escritos por Cantuse em seu blog. Link: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-hooded-man-uncloaked/
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO III

Provavelmente, um dos maiores mistérios de A Dança dos Dragões é a identidade do homem encapuzado. Muitas pessoas foram propostas, de Robett Glover a Harwin e ao próprio Theon em algum estado dissociativo.
No entanto, acredito que posso fazer uma conclusão mais convincente de que o homem encapuzado não é nenhuma dessas opções mais conhecidas. Este ensaio explica minha teoria sobre o homem encapuzado e seu propósito em Winterfell.
Colocando minhas cartas na mesa, aqui estão as principais afirmações que faço:
NOTA: Este ensaio pode ser controverso em sua construção e conclusões. Deve-se notar que a identidade do homem encapuzado não é verdadeiramente crítica para que o restante do Manifesto valha a pena. Este ensaio é bastante independente, não afetando mais nada no Manifesto.
Em outras palavras, se você não gosta deste ensaio, pode simplesmente ignorá-lo e continuar.
[...]

PRIMEIROS SINAIS DO GIGANTE

Eu gostaria de um breve momento para destacar algo importante.
– Para lutar com Lorde Stannis, temos que encontrá-lo primeiro – Roose Ryswell observou. – Nossos batedores saíram pelo Portão do Caçador, mas até agora nenhum deles retornou.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Batedores estão desaparecendo do lado de fora do Portão do Caçador. Este é o mesmo portão onde Mors Crowfood parece chegar um ou dois dias depois:
O rufar parecia estar vindo da Matadelobos, além do Portão do Caçador. Estão do lado de fora das muralhas.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
O desaparecimento dos batedores parece algo pelo qual Mors seria responsável. É consistente com o que encontramos no capítulo liberado de Theon de Os Ventos do Inverno: construir obstáculos e impedir ou matar aqueles que saem dos portões. No mínimo, Mors não quer que nenhum batedor encontre seu bando de garotos e informe a Roose Bolton.
Mais importante, os batedores ausentes indicam que Mors estava realmente fora de Winterfell há pelo menos um dia (talvez mais) antes de tocar seus berrantes de guerra.
Mas por que ele ficaria lá aguardando em segredo?
Para responder a essa pergunta, temos que mergulhar no mistério do homem encapuzado.

O IDIOTA DOS RYSWELL

É difícil imaginar o tipo de mente obtusa que é necessária para ser Roger Ryswell. Há algo de suspeito sobre a magnitude e a natureza de sua idiotice.
O Idiota dos Ryswell
Eu gostaria de um momento para mostrar algumas passagens:
– Um bêbado – Ryswell declarou. – Mijando da muralha, aposto. Escorregou e caiu.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
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– Esses mortos eram todos homens fortes – disse Roger Ryswell –, e nenhum deles foi apunhalado. O Vira-Casaca não é nosso assassino.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
Roger Ryswell grunhiu.
– Se não é ele, quem é? Stannis tem algum homem dentro do castelo, isso está claro.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
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Ryswell não estava convencido.
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Vejam, pode ser apenas eu, mas não parece que ele está quase deliberadamente negando qualquer explicação possível para os assassinatos?
Da perspectiva de um leitor, não é também uma estranha coincidência que Roger faz afirmações que contradizem vários truques que nós realmente vimos em A Dança dos Dragões:
Roger nega que as três diferentes conspirações que descobrimos sejam verdadeiras ou se tornarão verdadeiras posteriormente no livro e rapidamente descarta o restante.
Como uma pessoa consegue ser tão boa em acidentalmente impedir uma investigação de assassinato?
Falta de contato visual
Quando você pensa no Homem Encapuzado e na descrição que temos dele, existem apenas dois detalhes que vêm à mente: sua capa e seus olhos.
Mais adiante, cruzou com um homem que vinha na direção oposta, uma capa com capuz agitando-se atrás dele. Quando se encontraram frente a frente, seus olhos se encontraram brevemente. O homem colocou a mão na adaga.
– Theon Vira-Casaca. Theon assassino de parentes.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Assim, vemos que Theon dá uma rápida olhada na capa do homem. Vemos também que Theon evita contato visual com o homem.
Essa falta de contato visual pode ser importante para determinar a identidade do homem encapuzado. Não há dúvida de que Theon evita o contato visual em geral, podemos supor que isso aconteça de vez em quando.
No entanto, gostaria de apontar outro exemplo muito interessante que mostra Theon evitando deliberadamente o contato visual ou olhar para o rosto de uma pessoa:
Pernas de Aço o levou pelo Grande Salão, até o solar que certa vez fora de Eddard Stark. Lorde Bolton não estava sozinho. A Senhora Dustin estava sentada com ele, o rosto pálido e severo; um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell; Aenys Frey estava em pé perto do fogo, as bochechas vermelhas com o frio.
– Me contaram que você anda vagando pelo castelo – Lorde Bolton começou. – Homens reportaram terem visto você nos estábulos, nas cozinhas, nos barracões, nas ameias. Foi observado perto das ruínas das torres caídas, do lado de fora do velho septo da Senhora Catelyn, indo e vindo do bosque sagrado. Nega isso?
– Não, ‘nhor. – Theon fez questão de falar mal a palavra. Sabia que aquilo agradava Lorde Bolton. – Não consigo dormir, ‘nhor. Eu caminho. – Manteve a cabeça baixa, olhos fixos nas velhas tábuas corridas no chão. Não seria sábio olhar sua senhoria no rosto.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Você notou o rosto que Theon não conseguiu explicar?
A Senhora Dustin estava sentada com ele, o rosto pálido e severo; um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell; Aenys Frey estava em pé perto do fogo, as bochechas vermelhas com o frio.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Por que obtemos descrições dos rostos de Barbrey Dustin e Aenys Frey, mas apenas a capa e o broche de Roger Ryswell? Ora, mesmo que Theon não olhe para Roose Bolton, ele pelo menos explica a razão para não fazer isso.
Tenha em mente que este interrogatório acontece logo após o encontro de Theon com o homem encapuzado, então o contato visual furtivo pode ser um indicativo de um comportamento continuado daquele encontro anterior.
Além disso, um detalhe extremamente pequeno é que Theon se detém na capa de Roger, o único outro detalhe que temos sobre o homem encapuzado.
Existem outros elementos interessantes do interrogatório de Theon:
Dedos perdidos
Quando a Senhora Dustin exige que Theon remova suas luvas: Roger Ryswell não mostra nenhum interesse nos dedos perdidos de Theon. Os outros participantes (Barbrey Dustin e Aenys Frey) comentam especificamente sobre suas mãos. Ryswell não o faz, em vez disso, descarta imediatamente Theon como um suspeito, não com base nos dedos, mas na falta de força de Theon. Ele também o chama de vira-casaca aqui. Talvez sua falta de interesse nas mãos de Theon seja porque ele acabou de vê-los.
Vassalos rivais
A outra coisa interessante sobre Ryswell aqui é sua aversão particular por Wyman Manderly. Embora insultar o personagem de Manderly seja muito comum, Manderly e Ryswell não têm grandes motivos para animosidade e, portanto, as observações de Ryswell sobre Wyman parecem bastante enfáticas:
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Este é um insulto particularmente venenoso.
Há um homem no norte que fez comentários grosseiros deste tipo sobre Wyman. Mors Papa-Corvos Umber:
– Manderly? – Mors Umber fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? Seu próprio povo caçoa dele, chamando-o de Lorde Lampreia, segundo ouvi dizer. O homem quase não consegue andar. Se espetasse uma espada na sua barriga, dez mil enguias torceriam-se para fora.
(ACOK, Bran II)
Os Umbers e Manderlys são conhecidos por entrarem em conflito por várias questões, como a herança das propriedades da Senhora Hornwood. Independentemente de qualquer trégua atual que possam ter, Mors continua sendo uma pessoa improvável de conter tais comentários depreciativos.
Agora você pode ver que estou começando a afirmar os dois pontos a seguir:
Devo admitir que, até agora, apresentei evidências interessantes, porém circunstanciais.
Não tenho dúvidas de que esses pontos parecem apenas parcialmente sólidos até agora. Mas tenha fé. O resto virá em alguns instantes.

O GRILHÃO DE RUBI

Então, onde está o “grilhão de rubi” - a braçadeira que Melisandre colocou em Mance Rayder em A Dança dos Dragões?
Sabemos que esse grilhão parecia criar e sustentar um glamour (ou ilusão), que Mance Rayder era na verdade Camisa de Chocalho.
Esta parece ser uma ferramenta incrivelmente valiosa, especialmente quando se fala sobre os tipos de atividade furtiva em que Mance e Mors estão envolvidos.
Então onde está? O que pode ser feito com isso?
Mance Revelado
Em primeiro lugar, sabemos que Mance não está usando a braçadeira de rubi, ou que ela pelo menos está desativada. Sua aparência como Abel é muito parecida com sua aparência original em A Tormenta de Espadas:
Uma mulher grávida estava em pé junto a um braseiro, cozinhando algumas galinhas, enquanto um homem grisalho com um esfarrapado manto preto e vermelho estava sentado numa almofada, de pernas cruzadas, tocando uma alaúde e cantando.
(ASOS, Jon I)
O Rei-para-lá-da-Muralha não se parecia em nada com um rei, e tampouco se parecia com um selvagem. Era de média estatura, magro, com feições bem definidas, astutos olhos castanhos e longos cabelos castanhos já quase totalmente grisalhos.
(ASOS, Jon I)
Os dedos de Abel dançavam pelas cordas de seu alaúde. A barba do cantor era castanha, embora seu longo cabelo já estivesse em grande parte cinza.
(ADWD, Theon)
Então, como ele removeu o grilhão de rubi?
O texto deixa claro que o grilhão de rubi não interfere de forma alguma com o livre arbítrio de Mance, conforme implícito no conforto de Melisandre de que suas visões diriam se Mance era uma ameaça para ela, e em ela sentir que ter o filho de Mance é o que obriga a sua lealdade.
Com isso em mente, não há razão para deixar a algema em Mance.
Um fator adicional é o fato de que a Camisa de Chocalho é absolutamente horrível. Ninguém acreditaria que ele é um cantor e artista, e mesmo que acreditasse, sua aparência mereceria mais escárnio do que qualquer outra coisa.
Além disso, Melisandre tem interesse em ver Mance bem-sucedido. Se o grilhão de rubi pode ajudar nessa tarefa, parece não haver razão para que ela interfira. Afinal, a missão de Mance é vital para a campanha de Stannis, quão importantes são os segredos dela em comparação a isso?
As regras do jogo
Melisandre revela alguns dos mecanismos internos de seus glamours:
– Os ossos ajudam – disse Melisandre. – Os ossos se lembram. As seduções mais fortes são construídas com tais coisas. Uma bota de um homem morto, um tufo de cabelo, um saco de dedos da mão. Com palavras suspiradas e orações, a sombra de um homem pode ser tirada de um e vestida em outro como um manto. A essência de quem veste não muda, apenas sua aparência.
(ADWD, Melisandre)
Isso é interessante porque é incoerente com as preferências de Martin sobre a implementação de magia em romances de fantasia:
Eu simpatizo mais com a maneira como Tolkien lidou com a magia. Eu acho que se você vai fazer magia, ela perde suas qualidades mágicas caso se torne nada mais do que um outro tipo de ciência. É mais eficaz se for algo profundamente desconhecido e maravilhoso, e algo que pode tirar o fôlego.
(George RR Martin sobre magia vs ciência: Weird Tales)
Isso sinalizar imediatamente para os leitores de que algo importante está acontecendo aqui: Martin decidiu que revelar o mecanismo interno dos feitiços era mais importante para a história do que preservar o encanto da magia.
Embora isso não seja evidência de nada em particular, certamente deixa aberta a possibilidade de que Martin não apresentou desordenadamente os mecanismos subjacentes do glamour sem um bom motivo. O trecho sobre glamours é notável precisamente porque não é característico de sua representação da magia em As crônicas de gelo e fogo .
Deixando de lado as opiniões de Martin sobre magia na ficção, também é notável que Melisandre forneça essas explicações naquele momento. Afinal, supostamente nunca mais veremos o glamour ou o grilhão de rubi novamente. Por que se preocupar em explicar tudo, se é irrelevante para Mance ou Jon Snow?
Juntas, essas ideias soam como se Martin pensava que os glamours eram importantes o suficiente para explicar aos leitores, sugerindo importância futura.
Quem está com o grilhão?
Se Mance não está usando a algema, onde está?
A melhor maneira de lidar com essa questão é considerar a origem primeira... quem terá autoridade final sobre quem fica com o grilhão?
Melisandre.
Agora reflita:
Faz todo sentido do mundo que ela o deixe usá-lo. Não há absolutamente nenhuma evidência de que Jon o tivesse, e é altamente duvidoso que ela o daria a outra pessoa ou privaria Mance de sua utilidade.
Isso significa que Melisandre deu o grilhão a Mance, colocando-o em posição de dá-la a qualquer pessoa que encontrar. Portanto, a ideia de que Mors Papa-Corvos estava com o grilhão é, no mínimo, plausível.
A ideia de que Mors está com o grilhão faz muito sentido: fornece a ele uma maneira de acessar Winterfell e garantir que tudo esteja pronto para a missão de resgate. Afinal, Mors deve ter considerado a possibilidade de que Mance falhou em sua missão, Mors não poderia simplesmente tocar sua bateria e soprar suas buzinas indefinidamente.
No entanto, fazer 'muito sentido' e ser a resposta definitiva são duas coisas muito diferentes. Será necessário investigarmos mais para tornar esta afirmação convincente.
* * *
Não, não expliquei nem articulei que Mance sabe usar a braçadeira. Mas acredito que o convencimento de que o grilhão será usado pode ser feito sem que este fato seja revelado.

MORTE DE UM RYSWELL

Se eu acredito que Ryswell é um antagonista secreto?
Não. Roger Ryswell está morto .
Deixe-me explicar.
Um broche de cabeça de cavalo
Roger Ryswell usa um broche ímpar para prender sua capa:
um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Lembre-se do que Melisandre disse:
– Os ossos ajudam – disse Melisandre. – Os ossos se lembram. As seduções mais fortes são construídas com tais coisas. Uma bota de um homem morto, um tufo de cabelo, um saco de dedos da mão. Com palavras suspiradas e orações, a sombra de um homem pode ser tirada de um e vestida em outro como um manto. A essência de quem veste não muda, apenas sua aparência.
(ADWD, Melisandre)
Parece ser uma observação justa que o broche (e talvez a capa) seria uma fonte ideal para um glamour.
A confusão de Theon
Havia uma passagem no início de A Dança dos Dragões que sempre me intrigara:
Uma coluna de cavaleiros veio logo atrás, liderada por um fidalgote com uma cabeça de cavalo em seu escudo. Um dos filhos de Lorde Ryswell, Fedor soube. Roger, ou talvez Rickard. Ele não sabia quem era quem quando estavam separados.
– Estes são todos? – o cavaleiro perguntou, do alto de um garanhão castanho.
(ADWD, Theon)
Portanto, vemos que Theon tem problemas para diferenciar Roger de Rickard. É possível então que ele pudesse confundir os dois, dentro de determinadas circunstâncias.
Tenho certeza de que a confusão não está presente em situações de grupo, em que seria capaz deduzir qual deles era com base nas ações dos demais. Essa confusão seria mais proeminente em situações em que ele não tivesse outras pessoas para ajudar: em situações silenciosas e solitárias.
A utilização mais proeminente dessa dificuldade ocorre na noite anterior ao início dos assassinatos:
Sob a Torre Queimada, passou por Rickard Ryswell com o nariz enfiado no pescoço de outra das lavadeiras de Abel, a gordinha com bochechas de maçã e nariz achatado. A garota estava descalça na neve, embrulhada em um manto de pele. Ele imaginou que estivesse nua por baixo. Quando ela o viu, disse algo para Ryswell que o fez gargalhar.
(ADWD, O vira-casaca)
É interessante considerar que este aí pode ter sido Roger Ryswell.
A oportunidade
Com base na descrição, a esposa de lança nesta cena é Frenya, uma mulher corpulenta que é bastante habilidosa no combate: na tentativa de fuga, ela conseguiu lutar com uma lança de um dos guardas de Bolton e ferí-lo.
Quando você reflete sobre Frenya estar realmente se atirando sobre Roger (e não Rickard), as hipóteses de repente ganham vida!
Roger está sozinho em uma área isolada de Winterfell, com a esposa de lanças Frenya. A oportunidade de matar Roger para pegar seu broche e sua capa surgiu.
Lembre-se de que os assassinatos começam a acontecer na manhã seguinte a Theon ver Ryswell com Frenya.
A teoria
Usando as ideias que apresentei até agora, gostaria de montar uma teoria sobre Roger Ryswell.
  1. Frenya atraiu Roger Ryswell para o topo da muralha interna de Winterfell. Ela pegou a capa dele e então o empurrou para a morte.
  2. Esta capa foi então atirada ou enviada para Mors Papa-Corvos.
  3. Mors, em posse do grilhão de rubi, usou a capa para parecer Roger e entrar em Winterfell.
  4. Ele então fica por perto, talvez debatendo coisas ou reunindo conhecimentos. Ele participa das investigações dos assassinato, sabotando-as.
  5. Ele encontra Theon na famosa cena do “Homem Encapuzado” e novamente no interrogatório.
  6. Sua presença no interrogatório é o que dá a Mors a confiança de que a missão pode começar.
    Essa teoria faz sentido por alguns motivos:
Vernáculo compartilhado
Sempre houve uma notável semelhança entre duas afirmações, uma feita por Mors Umber e a outra pelo encapuzado:
– Theon Vira-Casaca. Theon assassino de parentes.
– Não sou. Eu nunca... eu era um homem de ferro.
– Falso é tudo o que você era. Como é que ainda está respirando?
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
:::
Em vez disso, ele choramingou através de dentes quebrados e disse:
– Sou...
– ... um vira-casaca e assassino de parentes, – Papa-corvos completou. – Segurará essa língua mentirosa ou a perderá.
(TWOW, Theon – tradução minha)
É notável que pouquíssimas pessoas se refiram a Theon como um assassino de parentes: Mors, Rowan e o Homem Encapuzado.
Mas isso nada se compara ao fato de que o homem encapuzado e Mors chamam Theon de vira-casaca, assassino de parentes e mentiroso / falso ... exatamente na mesma ordem.
Por algum tempo, isso sugeria a possibilidade de Mors ser o homem encapuzado, mas seu olho a menos [de Mors] me impedia de explicar essa possibilidade.
No entanto, a braçadeira de rubi subverte esse problema perfeitamente.
Ocultando o corpo
Vamos revisitar o primeiro assassinato, usando essa teoria como um guia.
Para refrescar sua memória:
Com esta teoria como guia, de repente fica claro: a primeira vítima de assassinato, o corpo enterrado na neve, era na verdade Roger Ryswell.
Em primeiro lugar, há algo muito singular neste assassinato em comparação com todos os outros: o corpo estava escondido.
Os outros assassinatos estavam todos à vista e tiveram um claro componente psicológico. Este corpo não era para ser descoberto:
Se as cadelas de Ramsay não o tivessem desenterrado, ele poderia ter ficado lá até a primavera. Quando Ben Ossos o puxou, Jeyne Cinza havia comido tanto do rosto do morto que meio dia se passou antes que soubessem com certeza quem era: um homem em armas de quatro e quarenta anos que marchara para o Norte com Roger Ryswell.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Além disso, é interessante que o rosto tenha sido comido porque tornou a identificação impossível. Caberia quase inteiramente a “Roger Ryswell” apurar a identidade do homem. Talvez seja por isso que Roger foi tão rápido em descartar o corpo como sendo apenas um bêbado.
Mais uma coisa a notar é que “Roger” declara que a vítima provavelmente estava mijando à beira da muralha:
– Um bêbado – Ryswell declarou. – Mijando da muralha, aposto. Escorregou e caiu. – Ninguém discordou. Mas Theon Greyjoy se perguntou por que um homem subiria por degraus escorregadios de neve até as ameias, na escuridão da noite, apenas para mijar.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Isso poderia de alguma forma implicar que as calças do homem morto estavam abertas ou abaixadas?
Fosse esse o caso, não poderia ser mais provável que o homem estivesse envolvido em um ato sexual quando caiu e morreu? No mínimo, certamente parece mais plausível que um homem procurasse um canto recluso para fazer sexo no alto das muralhas do que que ele tenha escalado uma muralha para mijar.
Resumidamente, se o morto estivesse no meio de algo que envolvesse seu pênis ficar fora das calças enquanto estava em cima das muralhas, provavelmente seria para sexo e não para urinar.
Se for esse o caso, temos que reconhecer que no dia anterior à descoberta do corpo, Theon viu um Ryswell com Frenya. Naquele momento, Theon observa que Frenya provavelmente “estivesse nua por baixo” da capa de pele de urso. Isso parece implicar que eles estavam fazendo (ou iam) fazer sexo. Minha opinião pessoal é que Frenya atraiu Roger Ryswell para o topo das muralhas, prometendo sexo oral. Durante o ato, ela agiu e o matou.

Preparado o palco

Voltando aos pontos iniciais deste ensaio, há questões que precisam de respostas:
  1. Dado que Mors e Mance colaboraram na missão de resgate, como Mors saberia que Mance estava pronto para levar a missão a cabo?
  2. Como Mance saberia que Mors estava fora de Winterfell, pronto para receber Arya?
  3. Por que Mors permaneceria em segredo fora de Winterfell por um dia ou mais antes de tocar seus berrantes?
Mors poderia facilmente indicar a Mance que ele estava no a postos: os berrantes de guerra fazem isso muito bem.
O verdadeiro problema é informar Mors de que a missão de resgate está pronta para acontecer. Para isso, os selvagens precisam ter algum tipo de sinal ou outra forma de se comunicar com Mors. Também pode haver detalhes específicos que modificam quaisquer planos que Mors e Mance possam ter inicialmente traçado.
Em última análise, Mance e Mors iria precisar de alguma forma de se comunicar. Eu acredito que foi por isso que Mors permanece por vários dias fora Winterfell antes de anunciar sua presença com os berrantes de guerra. Ele usa sua presença icógnita para acessar Winterfell e verificar se tudo está pronto para a tentativa de resgate. Talvez seja por isso que os batedores tenham desaparecido, para garantir o disfarce ou algo semelhante.

IMPLICAÇÕES

Existem algumas idéias (e questões) interessantes que surgem a partir deste ensaio:
O que aconteceu com o grilhão de rubi?
Eu acredito que é entregue a Mance antes da partida final de Papa-Corvos do castelo. Isso ocorre porque há evidências de que isso é fundamental para a “estratégia de saída” de Mance.
Senhora Dustin ou o outro Ryswell não notariam?
Os Ryswells se odeiam abertamente. Eles não prestam muita atenção às nuances do comportamento de seus irmãos.
Os Ryswells eventualmente não perceberiam que Roger estava desaparecido (depois que Mors saiu)?
Eventualmente. Não acho que Mors ou Mance realmente se importariam, e ninguém teria ideia do que realmente aconteceu.
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2020.07.16 05:03 altovaliriano Jon Snow, o Branco

O titulo deste texto é uma alusão ao personagem Gandalf, de Senhor do Anéis, que ao retornar da morte de “Gandalf, o Cinzento” para se tornar “Gandalf, o Branco”.
É famosa a insatisfação de Martin com a ressurreição de Gandalf, que assim ele explicou em uma entrevista:
Eu acho que se você está trazendo um personagem de volta, que um personagem passe pela morte, é uma experiência transformadora. […] Por mais que admire Tolkien, sempre senti que Gandalf deveria ter ficado morto. Essa foi uma passagem tão incrível em Sociedade do Anel, quando ele enfrenta o Balrog no Khazad-dûm e ele cai no abismo, e suas últimas palavras são: "Fujam, seus tolos".
Que poder que tinha, como isso me pegou. E então ele volta como Gandalf, o Branco, e ele volta melhorado. Nunca gostei tanto de Gandalf, o Branco, quanto de Gandalf, o Cinza, e nunca gostei de ele ter retornado. Acho que teria sido uma história ainda mais forte se Tolkien o tivesse deixado morto.
Meus personagens que voltam da morte ficam piores. De certa forma, eles não são mais os mesmos personagens. O corpo pode estar se movendo, mas algum aspecto do espírito é mudado ou transformado, e eles perdem algo. Um dos personagens que voltou repetidamente da morte é Beric Dondarrion, O Senhor do Raio. Cada vez que ele revive, ele perde um pouco mais de si mesmo. Ele foi enviado em uma missão antes de sua primeira morte. Ele foi enviado em uma missão para fazer alguma coisa, e é como se ele estivesse se agarrando nisso. Ele está esquecendo outras coisas, ele está esquecendo quem ele é, ou onde ele morava. Ele não lembra da mulher com quem ele deveria se casar. Pedaços de sua humanidade são perdidos toda vez que ele volta da morte; ele se lembra da missão. Sua carne está decaindo, mas essa coisa, esse propósito que ele tinha é parte do que o anima e o levando novamente à morte. Eu acho que você vê ecos disso em alguns dos outros personagens que voltaram da morte.
Portanto, Martin plantou os indícios de que Jon Snow renascido não será mais o bom e velho Jon Snow. Neste texto, analisaremos quais são as opções para a ressurreição de Jon Snow e como cada uma delas afetará sua personalidade a partir de agora.

O ÚLTIMO BEIJO

A maneira que é considerada mais simples pelos leitores é que Jon seja ressuscitado à semelhança de Beric Dondarrion e Catelyn Tully. O ritual do último beijo pertence à religião do Deus Vermelho e, aparentemente, pode ser executada por qualquer sacerdote de R’hllor (assim como por alguém que foi ressuscitado por esta via – vide o caso Beric-Catelyn).
Dessa maneira, muitos leitores acreditam que Melisandre simplesmente executará o ritual no corpo de Jon. Nesse caso, a consciência de Jon retornaria a seu corpo mortalmente ferido, mas seus ferimentos não lhe causariam mais problemas, tal qual não causaram a Beric.
De fato, é importante destacar as palavras de GRRM nesta questão dos ferimentos. O escritor disse à revista Time que a razão pela qual Beric podia voltar a um corpo destruído era porque não há mais vida biológica no corpo de Beric:
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
A ressurreição via Último Beijo tem o benefício de não trazer complicações para o funcionamento do corpo de Jon. Entretanto, como falei em último texto sobre este assunto, há um consenso de que a consciência de Jon será transferida para o corpo de Fantasma. Não há qualquer indício de que o Último Beijo também consiga extrair a consciência de Jon de volta a seu corpo.
Isso nos leva a nossa próxima opção.

EXPULSÃO TROCA-PELES

A consciência de Jon será transferida para o corpo de Fantasma. Porém, existe um meio de impedir essa transferência. Varamyr nos conta que usou essa técnica contra seu antigo mestre, Haggon:
Haggon era fraco, tinha medo do próprio poder. Morreu chorando e sozinho quando lhe arranquei a segunda vida. Varamyr devorara-lhe pessoalmente o coração. Ele me ensinou muito, e ainda mais, e a última coisa que aprendi com ele foi o gosto da carne humana. […] morrera chorando, depois que Varamyr tomou Pelecinza, expulsando Haggon para reivindicar o animal para si. Sem segunda vida para você, velho. […]
(ADWD, Prólogo)
Assim ficamos sabendo que é possível a expulsão de um troca-peles de dentro do animal no qual ele vive sua segunda vida. O que não fica claro aí é se a consciência retorna ao corpo moribundo ou não. Varamyr diz que Haggon chorou, mas não especifica se antes ou depois de ser expulso de Pelecinza.
De todo modo, o que importa para esta análise é saber que um troca-peles poderia expulsar Jon de Fantasma, possivelmente de volta para seu corpo humano. E como escrevi no texto anterior existe um troca-peles na Muralha, chamado Borroq, que tem se mostrado especialmente amigável com o Lord Comandante. Este troca-peles, inclusive tem o estranho (porém, conveniente) hábito de se misturar ao mortos:
Até então, Borroq passara a morar em uma das antigas tumbas ao lado do cemitério do castelo. A companhia de homens mortos havia muito tempo parecia agradá-lo mais do que a dos vivos, e seu javali parecia feliz em fuçar entre os túmulos, bem longe de outros animais.
(ADWD, Jon XIII)
Então, o troca-peles teria todas as condições psicológicas de zelar pelo corpo, além de potencialmente ter interesse em tema de vida-morte que justifiquem o conhecimento de métodos de ressurreição. Fora ele, Brynden Rivers poderia ter conhecimento sobre o assunto, que poderiam ser passado a Bran Stark, tornando ambos os troca-peles possíveis candidatos a “ressuscitadores”.
Este método, entretanto, não resolve o problema do corpo mortalmente ferido de Jon. A expulsão, em tese, só o mandaria de volta para seu corpo para morrer. Ou pior. Caso o corpo de Jon já esteja morto, a consciência não teria lugar para retornar.
Somente conhecemos um tipo de magia que é capaz de reanimar corpos mortos com pouca (ou possivelmente nenhuma) consciência em si, que é a próxima opção.

REANIMAÇÃO GELADA

Jon Snow ergue-se da morte para servir aos Outros.
Sabemos pouco sobre o método de reanimação empregado pelos Caminhantes Branco. Contudo, vimos que, no caso de Othor, o morto-vivo lembra-se de onde ficava os aposentos do Lorde Comandante e teria partido diretamente para ele. Para grande parte dos leitores, isso parece indicar que a magia dos Outros revive pessoas com pouquíssima consciência de sua vida pregressa.
Não vimos, por exemplo, o que aconteceu com o corpo de Varamyr quando ele, já dentro de Um-Olho, retornou a seu acampamento e trocou um olhar com a criatura que Cynara havia se tornado. Eu pessoalmente acredito que isso seria um indício de que os Outros não conseguem reanimar corpos de troca-peles cujas mentes foram transferidas para seus animais companheiros. Mas isso sou apenas eu.
A maior parte dos defensores desta via afirmam que o retorno de Jon como um wight está profetizado por um sonho que ele mesmo teve:
Permaneçam firmes – Jon Snow exortou. – Vamos mandá-los embora. – Estava no topo da Muralha, sozinho. – Fogo – gritou –, joguem fogo neles –, mas não havia ninguém para prestar atenção.
Todos se foram. Eles me abandonaram.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
(ADWD, Jon XII)
Esta armadura de gelo negro seria uma metáfora para sua condição como criatura [wight], mas o sonho demonstraria que ele ainda lutaria pela Patrulha da Noite. Como isso seria possível?
Bem, este é um dos problemas com esta especulação, além de que, estando a mente de Jon dentro em Fantasma, como seria possível mandar esta consciência para dentro de um corpo morto-vivo reanimado pelos Outros.
E assim muitos leitores começaram a ver necessidade em combinar métodos.

MAGIA DE FOGO E VERDE

Este método consistiria em combinar o método mais simples para reanimar o corpo e o método mais simples de devolver a consciência. A combinação do Último Beijo (Fogo) com a Expulsão Troca-Peles (“Verde”, no sentido de que teria uma conexão com os Filhos da Floresta) tem os benefícios de já ter na Muralha as pessoas indicadas para o ritual (Melisandre e Borroq), assim como de que ambas essas pessoas estejam dispostas a trabalhar em favor de Jon Snow.

MAGIA DE SANGUE E VERDE

Este não é um método que eu tenha vista em lugar algum. Me ocorreu enquanto eu escrevia o texto. Seria a combinação de um ritual de sangue maegi, como aquele executado por Mirri Maz Duur para manter o corpo de Drogo vivo, com a expulsão troca-peles.
Eu não saberia indicar uma pessoa na Muralha que tenha este tipo de treinamento de Maegi (muito embora em minhas primeiras releituras eu sempre achasse que a religião de Melisandre e Mirri eram a mesma). Talvez seja uma tentativa inútil de minha cabeça de dar um novo (e “benigno”) uso para o ritual que vimos no primeiro livro.

MAGIA DE GELO E VERDE

Eu gosto de chamar esta opção de “Jon Mãos Frias”, muito embora desconheçamos em absoluto como foi que Mãos Frias foi ressuscitado.
A idéia é a de que seria possível trazer uma mente de volta para um corpo morto-vivo via Expulsão Troca-Peles. Ninguém é capaz de apresentar nenhuma evidência de que isso é possível, mas muito se especula que isso teria sido a forma como Brynden ou os Filhos da Floresta teriam trazido Mãos-Frias de volta.
Muitos arguem que Mãos-Frias – o patrulheiro morto pelos Outros “há muito tempo” – era um troca-peles reanimado por este método, à imagem e semelhança do que acontecerá com Jon. Afirmam que o fato de Mão-Frias montar um Alce Gigante é um grande indicativo, uma vez que este é um animal primitivo, supostamente um paralelo do que o Lobo Gigante seria para um Lobo normal. Por outro lado, completam dizendo que Mãos-Frias parece interagir com os corvos ao seu redor.
Há alguns que também veem um prenúncio para esta combinação de métodos codificado na morte de Waymar Royce. O jovem patrulheiro havia tentado enfrentar os Outros sozinho, mas morre e é reanimado como uma criatura. Ele carrega consigo uma espada quebrada (símbolo tanto de Azor Ahai quanto do Último Herói). A diferença é que Jon teria seu lobo para evitar a perda total de sua mente (tal qual o Último Herói tinha seu cão). Mas devo alertar para o fato de que essas pessoas parecem ser as mesmas que acreditam que Waymar Royce foi morto porque os Outros o confundiram com um Stark.
Esta combinação me parece ser a segunda mais furada.

MAGIA DE GELO E FOGO

Essa hipótese somente surge como uma resposta aos problemas da combinação anterior. Como não há comprovação de que pode haver expulsão troca-peles para corpos reanimados pelos Outros, alguns leitores simplesmente passaram a se pergunta o que aconteceria caso Melisandre fizesse um sacrifício às chamas.
Fala-se da queima de Shireen como forma de produzir um milagre , mas nada disso tem precedentes. Outros sugerem que seria o próprio Fantasma quem seria sacrificado, arguindo que a perda de Fantasma seria o “preço” a pagar pela ressurreição. Mas isso me cheira muito parecido com o sacrifício do cavalo de Khal Drogo, e eu acho que essas pessoas estão inventando um ritual de sangue e chamando-o de magia de fogo.
Esta me parece ser a hipótese mais furada, apesar de que o título contenha a expressão “gelo e fogo”.

PROBLEMAS ADICIONAIS: O TEMPO E A FUSÃO

Depois de termos visto todos os métodos e combinações, temos que voltar à crítica de Martin à volta de Gandalf dos mortos, pois nela GRRM, através do caso de Dondarrion, parece estabelecer o que parece razoável para ele em termos de ressurreição de personagens.
  1. Cada vez que ele revive, ele perde um pouco mais de si mesmo” - perda de personalidade
  2. Ele foi enviado em uma missão para fazer alguma coisa, e é como se ele estivesse se agarrando nisso” – obsessão por concluir sua última missão
  3. esse propósito que ele tinha é parte do que o anima e o levando novamente à morte” – a última missão seria justamente o que trouxe sua morte
No caso de Beric, a perda de personalidade era palpável em sua perda de memória, a obsessão em cumprir seu último desígnio fez surgir a Irmandade sem Bandeira e o cumprimento do dever de levar a justiça do rei o fez morrer 7 vezes.
No caso de Catelyn, a perda de personalidade é ainda mais acentuada (pois, segundo Thoros, “tinha se passado tempo demais” de suas morte – três dias), a obsessão em cumprir seu último desígnio a fez uma máquina de matar Freys (“Matarei Walder Frey, disse a si mesma. Guizo estava mais perto da faca[...]. Matarei o velho, isso, pelo menos, posso fazer”. - ASOS, Catelyn VII) e o cumprimento do desejo de matar o Frey mais a mão foi o que levou à sua morte, não os próprios planos de Walder Frey:
Então Lorde Walder matou-o sob o próprio teto, à própria mesa? – Tyrion fez umpunho. – E a Senhora Catelyn?
Diria que também foi morta. Um par de pele de lobo. O Frey pretendia mantê-la cativa, mas talvez algo tenha dado errado.
(ASOS, Tyrion VI)
E no caso de Jon, a depender do tempo em que seu corpo fique nas celas de gelo (como especulei no texto anterior) a perda de personalidade pode ser ainda maior. A obsessão do cumprimento de seu último desígnio até poderia ser a libertação de Winterfell, o extermínio da Casa Bolton e a busca por Arya, porém, o que o levou a morte não foi isso, mas sua deserção da Patrulha. Dessa forma, me parece incerto se o que motivará Jon após a ressurreição será a guerra como Stark ou a fidelidade à Patrulha da Noite.
Contudo, estas considerações pressupõem que Jon seria ressuscitado apenas com o Último Beijo de Melisandre ou que, mesmo valendo-se da Expulsão Troca-Pele por parte de Borroq, sua mente não será blindada.
De fato, muitos leitores imaginam que a transferência da consciência de Jon para o corpo de Fantasma fará com que o ex-Lorde Comandante não sofra do tipo de transformação de personalidade de Beric ou Catelyn. Porém, estas pessoas costumam apontam que Jon poderia absorver um pouco da animalidade de Fantasma e passar a ser mais lupino, com base em um dos ensinamento de Haggon:
[…] Quando a carne humana morre, seu espírito vive dentro do animal, mas a cada dia suas memórias desaparecem, e o animal se torna um pouco menos warg, um pouco mais lobo, até que nada do homem reste e apenas o animal permaneça.
(ADWD, Prólogo)
Cabe observar que Fantasma tem uma personalidade única, mesmo entre os lobos gigantes. Ele é extremamente silencioso, sendo costumeiro que mostre os dentes sem rosnar. Por essa razão, há quem entenda que Jon não ficará rosnando e babando por aí, mas que terá resposta emocionais mais violentas, apesar de silenciosas.
Entretanto, o que os leitores costumam esquecer é esta outra lição de Varamyr:
Depois de um cavalo se habituar à sela, qualquer homem pode montá-lo – disse ele em voz baixa. – Depois de um animal se juntar a um homem, qualquer troca-peles pode entrar nele e montá-lo. Orell estava definhando dentro de suas penas, por isso fiquei com a águia. Mas a junção funciona nos dois sentidos, warg. Orell agora vive dentro de mim, murmurando como o odeia. E eu posso pairar por cima da Muralha e ver com olhos de águia.
(ASOS, Jon X)
Dessa forma, em tese, mesmo que a consciência de Jon seja extraída de Fantasma via Expulsão Troca-Peles, o que poderia acontecer seria Jon passar a habitar o corpo do Troca-Pele que tentar dominar Fantasma. Ou ao menos uma parte. Ou quem sabe uma parte de ambos ficaria em Fantasma. Ou então Jon e Fantasma já estaria tão misturados que extrair apenas Jon seria impossível e o lobo ficasse vegetativo, sem uma mente. Eu realmente não sei o que responder.

PERGUNTAS

Diante de tudo que foi explicado e especulado, há diversas perguntas sem resposta sobre o que novo Jon fará ou pensará. Vou listá-las abaixo, começando pela mais óbvia:
  1. Qual método ou combinação você acha que vai ser usada nos livros?
  2. Jon terá POVs?
  3. Quais serão as principais mudanças físicas de Jon? (Catelyn ficou com cabelos brancos)
  4. Ele partirá imediatamente para Winterfell ou tentará consertar o caos na Muralha?
  5. Com sua morte, ele será liberado de seus votos? Ou a ressurreição prorroga os votos pela eternidade (vide Mãos-Frias)?
  6. O que Stannis, Melisandre e os Senhores do Norte pensarão sobre sua ressurreição? (na série não teve praticamente nenhuma repercussão)
  7. Jon não terá problema com o sacrifício de Shireen ou todo os envolvidos? Mesmo que o sacrifício tenha sido para ressuscitá-lo?
  8. Que tipo de características de Fantasma você acredita que Jon herdará?
  9. Jon se tornará algum tipo de Mãos-Frias em alguma medida? (Mãos frias não precisa comer, dormir ou se proteger do frio, o que ajudaria Jon explorar as Terras do Sempre Inverno).
  10. Tal qual Beric, Jon poderia tocar fogo na espada com seu sangue? Isso teria algum efeito adicional se a espada for de aço valiriano?
  11. Jeyne Poole e Jon se encontrarão? Ele quebrará o disfarce dela? Vê-la disfarçada de Arya vai frustrar a vontade de seguir para Winterfell?
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2019.04.12 21:41 Vladmirsilveira A Cidadania Regional Americana e o Ordenamento Jurídico

A tríade cidadania, direitos humanos fundamentais e dignidade humana representa o mínimo para que esse discurso passe a ser uma realidade concreta no mundo

Revista Diálogos & Debates

Por: Vladmir Oliveira da Silveira e Vanessa Toqueiro Ripari

Dada a importância e a confluência entre globalização e cidadania hoje, principalmente coma ampliação da tutela dos direitos humanos fundamentais, resgataremos neste artigo o significado inicial, elucidando algumas mudanças que os conceitos de Estado e de cidadania vêm sofrendo conjuntamente a partir do alargamento e alcance atual dos direitos humanos.
Analisaremos ainda a problemática da aceitação da soberania compartilhada por meio do Estado Constitucional Cooperativo para a efetiva compreensão e reflexão deste novo momento histórico, que por sua vez requer uma ação coordenada e solidária. Como reflexo do atual paradigma, emerge o conceito de cidadania pluritutelada, reconhecendo-se verdadeiramente a plena efetivação, a concretização e, acima de tudo, seu alcance universal, que Hannah Arendt resumiu como “o direito a ter direitos”. Sejam nacionais (fundamentais-estatais), regionais (comunitários-humanos) e universais (globais-humanos).

O ESTADO-NAÇÃO E A CIDADANIA

O período conhecido como Idade Média, em que predominou o sistema feudal, caracterizava-se politicamente pela fragmentação do podei de governo em diversos feudos e ficou marcado por lutas contra os abusos do poder instaurado. Marcelo Neves, no livro Trans constitucionalismo (São Paulo: WMF/Martins Fontes, 2009), explica essa relação hierárquica ao discorrer sobre a formação social pré-modema:
“Como a sociedade se confundia com a própria organização política territorial, a distinção inclusão/exclusão identificava-se com a diferença membro/ não membro.
O conceito de pessoa, associado à semântica moderna da individualidade, não estava presente, uma vez que não se distinguia claramente entre homem e sociedade-organização. Não havia limitações jurídico-positivas relevantes ao soberano no exercício do jus-imperium, ou seja. Limitações normativas estabelecidas e impostas por outros homens à sua ação coercitiva. Nesse contexto, pode-se falar de uma subordinação do direito ao poder.
A subordinação do jurídico ao político, em uma formação social na qual o poder está no centro da sociedade, leva a uma relação assimétrica entre o poder superior e o poder inferior ou entre o soberano e os súditos”.
Com efeito, a ideia de cidadania era limitada, pois os senhores feudais exerciam o poder em seus territórios de forma quase ilimitada, numa relação de suserania e vassalagem em que mesmo os servos obedientes não podiam participar dos destinos do feudo.
Mas aos poucos a Europa presenciou o processo político de centralização e absolutização do poder na direção do Estado Moderno absolutista, autoritário e concentrado em regra,nas mãos de uma única pessoa- o rei, que titularizou o poder absoluto sobre o Estado. Em decorrência, o povo era desprovido de participação política, não cabendo falar, portanto, em cidadania no sentido moderno do termo. Iniciou-se assim uma nova época (a Idade Moderna) e os Estados se formaram em, consequência da união de dois atores: o rei e a burguesia.
O longo período entre o século XVI e o século XVIII foi marcado por importantes movimentos filosóficos, sociais e jurídicos, permitindo o surgimento de um novo tipo de Estado: o Estado-Nação, inicialmente na versão-de Estado de Direito.
O Estado de Direito irá se desenvolvendo, a partir dessa versão inicial, aliado ao processo dinamogênico, que fará com que ele passe à ser um Estado Social de Direito e, finalmente, um Estado Social democrático de Direito.
O Estado Nação, convém observar, decorreu do conceito de Estado da Razão, fruto do Iluminismo. O intuito de individualizar cada grupo com uma cultura, língua própria, costumes também adveio dessa noção de Estado.
Estabeleceu-se a ideia de que a pertença do indivíduo atal estrutura lhe confere segurança, aceitação e referência civilizacional. Sendo assim, pode-se dizer que o Estado-Nação se afirmar por meio de uma ideologia e por um aparato jurídico próprios, capazes de impor uma soberania sobre um povo num dado território, com moeda única e exército nacional.
A principal característica do Estado de Direito é justamente a de que todos têm direitos iguais perante a Constituição. Percebe-se, assim, uma notável mudança no conceito de cidadania. Por um lado trata-se do mais avançado processo democrático que a humanidade já conheceu; por outro, tal processo implicou a exploração e dominação do capital, ao mesmo tempo que tornou a cidadania um conceito individualizado que alcança apenas o Estado Constitucional Nacional.
Norberto Bobbio, ao discorrer no livro A Era dos Direitos sobre o significado filosófico-histórico de inversão, característico da formação do Estado moderno e que ocorreu na relação entre Estado e cidadãos, conclui que:
“Passou-se da prioridade dos deveres dos súditos à prioridade dos direitos do cidadão, emergindo um modo diferente de encarar a relação política, não mais predominantemente pelo ângulo do soberano, e sim pelo do cidadão, em correspondência com a afirmação da teoria individualista da sociedade em contraposição à concepção organicista tradicional”.
Pode-se dizer que ocorreu a ampliação dos direitos na passagem do homem abstrato ao homem concreto, por meio de um processo de reconhecimento de direitos e de proteção ao indivíduo, agora cidadão. A cidadania “fechada”, de origem grega, evoluiu para uma cidadania aberta ou compartilhada, não apenas para novos indivíduos, mas também para novos direitos.
Exatamente por isso, ao analisar a condição dos apátridas nos regimes totalitários que antecederam a Segunda Guerra Mundial, Hannah Arendt afirmava (no livro Origens do Totalitarismo) que a real cidadania que devemos buscar deve ser fundada na proteção universal, sem determinar raça, cor ou sexo:
“A calamidade dos que não têm direitos não decorre do fato de terem sido privados da vida, da liberdade ou da procura da felicidade, nem da igualdade perante a lei ou da liberdade de opinião (…) mas do fato de já não pertencerem a qualquer comunidade. Sua situação angustiante não resulta do fato de não serem iguais perante a lei, mas de não existirem mais leis para eles”.
Ao analisar o papel do Estado na atualidade, emerge a necessidade da construção de uma via que afirme a globalização sem relegar o ser humano ao papel de mero ingrediente do regime econômico e dependente da tutela exclusiva do Estado. As atuais relações internacionais não mais permitem estruturas estanques de Estados fechados, desconectadas dos valores compartilhados pela comunidade internacional, como ocorria na época do Estado Constitucional Nacional.
O paradigma dos direitos de solidariedade demanda um Estado “aberto” à cidadania. Assim, essa nova cidadania pela qual se clama também não pode ser alcançada nos moldes do tradicional Estado nacional homogeneizante, dominador (imperialista) e negador das diferenças, mas deve caracterizar-se por um conteúdo mais abrangente e sempre com pluralidade jurídica e de tutela.
Torna-se imperioso por isso o reconhecimento de uma cidadania pluritutelada e, portanto, nacional, regional e universal, que assegure em diferentes partes do globo o “direito a ter direitos”, na célebre expressão de Hannah Arendt, impulsionando mudanças que não se restringirão apenas a uma nação ou outra (cidadania estatal), mas serão implementadas de modo universal e regional.

OS DIREITOS HUMANOS E O PROCESSO DINAMOGÊNICO

Se o nível de complexidade da sociedade se modifica, a semântica orientadora do vivenciar e do agir precisa adequar-se a ele, pois do contrário perde-se a conexão com a realidade, afirma Niklas Luhmann no livro A Sociologia do Direito.
Nesse contexto, torna-se imprescindível o alargamento do conceito de cidadania com O intuito de alcançar mais pessoas, ao mesmo tempo que se amplia o rol dos direitos, num processo que chamamos dinamogênico – a criação ou nascimento dinâmico de direitos em decorrência das necessidades dos seres humanos que, de tempos em tempos, consciente de seus problemas, se articulam num protagonista coletivo para reivindicar direitos e limitar o poder dominante.
Assim, com o enfrentamento entre o poder estabelecido e os novos atores, aparecem novos paradigmas do direito que positivam novas demandas e transformam as relações jurídicas anteriores. Entretanto, como os direitos humanos são indissociáveis, parte da doutrina prefere falar em dimensões e não em gerações, como recomendado pelo professor Willis Santiago Guerra Filho (ver Processo Constitucional e Direitos Fundamentais. São Paulo: Celso Bastos, 2001, pp.46-47).
O caráter histórico ou dinamogênico se torna essencial para o entendimento do tema da afirmação e efetividade desses direitos, de vez que, descontextualizados, os direitos se enfraquecem e perdem sentido, favorecendo retrocessos, principalmente sociais.
A história dos direitos humanos narra uma sucessão de batalhas diretas e indiretas pela abertura de espaços de proteção frente ao poder estabelecido, mediante a racionalidade, os avanços econômicos e tecnológicos. São atos e fatos históricos, ‘posicionamentos ideológicos e filosóficos, textos normativos e instituições que configuraram um corpo jurídico de instituições e normas de caráter declaratório internacional e de direito fundamental constitucional.
Por uma questão metodológica, os cursos de direitos humanos valem-se da doutrina de Karel Vasak (em 1979 ele utilizou pela primeira vez, numa conferência realizada em Estraburgo, na França, a expressão “gerações de direitos”, buscando demonstrar a evolução dos direitos humanos), que os sistematiza em três gerações: i) a primeira, a dos direitos de liberdade; ii) a segunda, a dos direitos de igualdade; e iii) a terceira, a dos direitos de solidariedade ou fraternidade.
Há autores, entretanto, que defendem uma quarta ou até quinta geração de direitos humanos. Não nos aprofundarernos nesse debate, para não nos desviar do objetivo. Cumpre apenas lembrar que a partir da segunda geração de direitos o cidadão poderá exigir prestações positivas do Estado.
Observe-se que, na visão do professor J.J. Canotilho, os direitos sociais estão atrelados não só ao reconhecimento do dever do Estado como também à sua tutela.
Ocorre que, com a superação do Estado-Nação, os direitos de segunda dimensão passam a ser atrelados também ao reconhecimento do dever da comunidade internacional e à sua tutela, dentro do paradigma atual da solidariedade.
Assim, é na terceira geração que reencontramos o gênero humano como protagonista principal dos direitos, agora na versão difusos. São direitos que aparecem com um novo player, as organizações internacionais, que passam a dividir esse plano de atuação com os Estados. Nesse sentido, são direitos não mais do indivíduo de determinado país, mas do gênero humano – isto é, direitos (dos seres) humanos.’

A SOLIDARIEDADE E AS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS

Uma nova geração de direitos, voltados para o ser humano em sua essência, fincou raízes após as tragédias. ocorridas durante a Segunda Guerra Mundial, proclamando os direitos e a dignidade da pessoa humana. Esses direitos dos povos ficaram conhecidos como direitos de solidariedade – completando a associação das três gerações de direitos com o tríplice chamamento da Revolução Francesa: “Liberdade, igualdade, fraternidade (solidariedade)”. Além isso, esse estágio representa a reconstrução dos direitos humanos (ver Flávia Piovesan: Direitos Humanos e o Direito Constitucional Internacional. São Paulo: Max Limonad, 1997), destruidos durante as guerras mundiais não apenas em razão de sua violação, mas inundamentalmente por causa da coisificação do ser humano e do consequente tratamento do indivíduo como meio e não como fim.
A partir desse novo enfoque foi superada a exclusividade da tutela estatal, isto é, não se permite mais fragmentar o ser humano nesta ou naquela categoria de pessoa, vinculada a este ou àquele Estado e o homem passa a ser visto como um gênero (ser humano) que possui anseias e necessidades comuns, dentre os quais a paz, o desenvolvimento econômico e um meio ambiente sadio.
Só após a Segunda Guerra o tema dos direitos ganhou dimensão internacional, envolvendo todos os povos em perspectiva universal. Esse processo de internacionalização, no entanto, tem como pressupostos dois fundamentos: de um lado, a limitação da soberania estatal, uma vez que é justamente o Estado que passa a ser encarado como um dos principais violadores dos direitos humanos; de outro, a concepção universal acerca desses direitos, que devem ser alcançados por todos.
Desse modo, pode-se dizer que as organizações e um aparato jurídico próprios capazes de impor uma soberania sobre um povo num dado território, com moeda única e exército nacional.
A principal característica do Estado de Direito é justamente a de que todos têm direitos iguais perante a Constituição. Percebe-se, assim, uma notável mudança no conceito de cidadania. Por um lado trata-se do mais avançado processo democrático que a humanidade já conheceu; por outro, tal processo implicou a exploração e dominação do capital, ao mesmo tempo que tornou a cidadania um conceito individualizado que alcança apenas o Estado Constitucional Nacional.
Norberto Bobbio, ao discorrer no livro A Era dos Direitos sobre o significado filosófico-histórico de inversão, característico da formação do Estado moderno e que ocorreu na relação entre Estado e cidadãos conclui que: “Passou-se da prioridade dos deveres dos súditos à prioridade dos direitos do cidadão, emergindo um modo diferente de encarar a relação política, não mais predominantemente pelo ângulo do soberano, e sim pelo do cidadão, em correspondência com a afirmação da teoria individualista da sociedade em contraposição à concepção organicista tradicional”.
Pode-se dizer que ocorreu a ampliação dos direitos na passagem do homem abstrato ao homem concreto, por meio de um processo de reconhecimento de direitos e de proteção ao indivíduo, agora cidadão. A cidadania “fechada”, de origem grega, evoluiu para uma cidadania aberta ou compartilhada, não apenas para novos indivíduos, mas também para novos direitos.
Exatamente por isso, ao analisar a condição dos apátridas nos regimes totalitários, que antecederam a Segunda Guerra Mundial, Hannah Arendt afirmava (no livro Origens do Totalitarismo) que a real cidadania que devemos buscar deve ser fundada na proteção universal, sem determinar raça, cor ou sexo:
“A calamidade dos que não têm direitos não decorre do fato de terem sido privados da vida, da liberdade ou da procura da felicidade, nem da igualdade perante a lei ou da liberdade de opinião’ (…) mas do fato de já não pertencerem a qualquer comunidade. Sua situação angustiante não resultado fato de não serem iguais perante a lei, mas de não existirem mais leis para eles”.
Ao analisar o papel do Estado na atualidade , emerge a necessidade da construção de uma via que afirme a globalização sem relegar o ser humano ao papel de mero ingrediente do regime econômico e dependente da tutela exclusiva do Estado. As atuais relações internacionais não mais permitem estruturas estanques de Estados fechados, desconectadas dos valores compartilhados pela comunidade internacional, como ocorria na época do Estado Constitucional Nacional.
O paradigma dos direitos de solidariedade demanda um Estado” aberto” à cidadania. Assim, essa nova cidadania pela qual se clama também não pode ser alcançada nos moldes do tradicional Estado nacional homogeneizante, dominador (imperialista) e negador das diferenças, mas deve caracterizar-se por um conteúdo mais abrangente e sempre com pluralidade jurídica e de tutela.
Torna-se imperioso por isso o reconhecimento de uma cidadania pluritutelada – e, portanto, nacional, regional é universal-, que assegure em diferentes partes do globo o “direito a ter direitos”, na célebre expressão de Hannah Arendt, impulsionando mudanças que não se restringirão apenas auma nação ou outra (cidadania estatal), mas serão implementadas de modo universal e regional .

OS DIREITOS HUMANOS E O PROCESSO DINAMOGÊNICO

Se o nível de complexidade da sociedade se modifica, a semântica orientadora do vivenciar e do agir precisa adequar-se a ele, pois do contrário perde-se a conexão com a realidade; afirma Niklas Luhmann no no livro A Sociologia do Direito.
Nesse contexto, torna-se imprescindível o alargamento do conceito de cidadania com o intuito de alcançar mais pessoas, ao mesmo tempo que se amplia o rol dos direitos, num processo que chamamos dinamogênico – a criação ou nascimento dinâmico de direitos em decorrência das necessidades dos seres humanos que, de tempos em tempos, consciente de seus problemas, se articulam num protagonista coletivo para reivindicar direitos e limitar o poder dominante.
Assim, com o enfrentamento entre o poder estabelecido e os novos atores, aparecem novos paradigmas do direito que positivam novas demandas e transformam as relações jurídicas anteriores. Entretanto, como os direitos humanos são indissociáveis, parte da doutrina prefere falar em dimensões e não em gerações, como recomendado pelo professor Willis Santiago Guerra Filho (ver Processo Constitucionais Direitos Fundamentais. São Paulo: Celso Bastos, 2001, pp.46-47).
O caráter histórico ou dinamogênico se torna essencial para o entendimento do tema da afirmação e efetividade desses direitos, de vez que, descontextualizados, os direitos se enfraquecem e perdem sentido, favorecendo retrocessos, principalmente sociais.
A história dos direitos humanos narra uma sucessão de batalhas diretas e indiretas pela abertura de espaços de proteção frente ao poder estabelecido, mediante a racionalidade, os avanços econômicos e tecnológícos. São atos e fatos históricos, ‘P0sicionamentos ideológicos e filosóficos, textos normativos e instituições que configuraram um corpo jurídico de instituições e normas de caráter declaratório internacional é de direito fundamental constitucional.
Por uma questão metodológica, os cursos de direitos humanos valem-se da doutrina de Karel Vasak (em 1979 ele utilizou pela primeira vez, numa conferência realizada em Estraburgo, na França, a expressão “gerações de direitos”, buscando demonstrar a evolução dos direitos humanos), que os sistematiza em três gerações: i) a primeira, a dos direitos de liberdade; ii) a segunda, a dos direitos de igualdade; e iii) a terceira, a dos direitos de solidariedade ou fraternidade.
Há autores, entretanto, que defendem uma quarta ou até quinta geração de direitos humanos. Não nos aprofundaremos nesse debate, para não nos desviar do objetivo. Cumpre apenas lembrar que a partir da segunda geração de direitos o cidadão poderá exigir prestações positivas do Estado.
Observe-se que, na visão do professor JJ Canotilho, os direitos sociais estão atrelados não só ao reconhecimento do dever do Estado como também à sua tutela. Ocorre que, com a superação do Estado-Nação, os direitos de segunda dimensão passam a ser atrelados também ao reconhecimento do dever da comunidade internacional- e à sua tutela, dentro do paradigrna atual da solidariedade.
Assim, é na terceira geração que reencontramos o gênero humano como protagonista principal dos direitos, agora na versão difusos. São direitos que aparecem com um novo player, as organizações internacionais, que passam a dividir esse plano de atuação com os Estados. Nesse sentido, são direitos não mais do indivíduo de determinado país, mas do gênero humano – isto é, direitos (dos seres) humanos.”

A SOLIDARIEDADE E AS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS

Uma nova geração de direitos, voltados para o ser humano em sua essência, fincou raízes após as tragédias” ocorridas durante a Segunda Guerra Mundial, proclamando os direitos e a dignidade da pessoa humana. Esses direitos dos povos ficaram conhecidos como direitos de solidariedade – completando a associação das três gerações de direitos com o tríplice chamamento da Revolução ” Francesa: “Liberdade, igualdade, fraternídade (solidariedade)”,
Além isso, esse estágio representa a reconstrução dos direitos humanos (ver Flávia Piovesan: Direitos Humano” e o Direito Constitucional Internacional. São Paulo: Max Limonad, 1997), destruídos durante as guerras mundiais não apenas em razão de sua violação, mas fundam totalmente por causa da coisificação do ser humano e do consequente tratamento do indivíduo como meio e não com o fim.
A partir desse novo enfoque foi superada a exclusividade da tutela estatal isto é, não se permite mais fragmentar o ser humano nesta ou naquela categoria da pessoa, vinculada a este ou àquele Estado. E o homem passa ser visto como um gênero (ser humano) que possui anseios e necessidades comuns, dentre os quais a pai, o desenvolvimento econômico e um meio ambiente sadio.
Só após a Segunda Guerra o tema dos direitos ganhou dimensão internacional, envolvendo todos os povos em perspectiva universal. Esse processo de internacionalização, no entanto, tem como pressupostos dois fundamentos de um lado, a limitação da soberania estatal, uma vez que é justamente o Estado que passa a ser encarado como um dos principais violadores dos direitos humanos, de outro, a concepção universal acerca ” desses direitos, que devem ser alcançados por todos.
Desse modo, pode-se dizer que as organizações internacionais são a expressão mais visível do esforço articulado e permanente de cooperação internacional, reafirmando a luta pela solidariedade.
Objetivo inicial das organizações internacionais de direitos humanos (como a ONU e a OEA), a manutenção da paz e da harmonia entre os povos, foi reconhecida como sujeito de direito internacional público (com legitimidade e legalidade para normatizar em âmbito internacional, seja regional ou universal), vigiando inclusive o reconhecimento e a efetividad,e dos direitos aplicados em cada Estado. As conclusões da Conferência de Viena sobre o direito dos tratados entrou em vigorem 27 de janeiro de 1980 e o Brasil é.parte desde 25 de outubro de 2009, embora já. as aplicasse como costume internacional.

GLOBALIZAÇÃO E O ESTADO CONSTITUCIONAL COOPERATIVO

Cada vez mais os povos estão vinculados numa relação de interdependência. A dominação imposta em termos político-ideológicos diante da contenda Oeste- Leste desmoronou com o muro de Berlim. Entretanto, passou se à dominação econômica, que não necessita de tanques nas ruas, mas possui grande eficiência.
Por isso, ganha relevância a análise das relações Norte-Sul, ou países ricos/países pobres, dado que o valor democracia – tão caro é colocado em xeque diante da mudança do centro de poder decisório dos Estados.
Pode-se afirmar que, sea globalização de fato aproximou os Estados e 0s povos, não previu como realizar esse processo sem agravar as relações de dominação.
Paulo Bonavides alerta para um tipo de globalização que destrói a soberania do Estado, negando-lhe a qualidade essencial de poder supremo, menosprezando elementos éticos, fáticos eaxíolégícos que fundamentam interesses nacionais da ordem jurídica, Em um texto publicado em 2000 na Revista do Institutos dos Advogados Brasileiros, ele escreveu: “Os neoliberais da globalização só conjugam em seu idioma do poder cinco verbos. Com eles intentam levar a cabo, o mais cedo possível, a extinção as soberanias nacionais, tanto internas quanto externas.
Os verbos são: desnacionalizar, desestatizar, desconstitucionalizar desregionalizar e desarmar, Por obra simultânea dessa ação contumaz, impertinente e desagregadora, se sujeita o país à pior crise de sua história. De tal sorte que breve na consciência do povo, nas tribunas, nos foros, na memóriada cidadania, a lembrança das liberdades perdidas ou sacrificadas se apagará, já não havendo então lugar para tratar, por elementos constitutivos da identidade, a Nação, oEstado, a Constituição, a Região e as Forças Armadas”.
Nessa dinâmica estão em risco os fundamentos do sistema, as estruturas democráticas do poder e as bases constitucionais da organização do Estado. Portanto, numa globalização emque as fronteiras se diluem devido ao grande e rápido acesso à informação, torna-se imprescindível que os Estados soberanos venham, na mesma velocidade, a adequar-se à nova sociedade global.
Os direitos surgidos do contexto aterrador da Segunda Guerra e da esperança representada pela fundação da ONU inauguram uma. perspectiva de cooperação internacional em que o Estado-Nação é superado por uma nova concepção de Estado, que Peter Haberle denomina Estado Constitucional Cooperativo. Nele, a consolidação desse novo paradigma estatrlgerâ’expectativas para o incremento da cidadania nos planos doméstico e internacional, mormente no que se refere a seus.efeitos jurídicos.
Diante desta nova realidade, já se observa maior cooperação internacional-e, cômo consequêncía, exige-se reformular o conceito de soberania, uma vez que os Estados não são autossuficientes, ou seja, não mais operam individualmente nas relações internacionais, mas interdependentemente, Assim, a comunidade internacional deve buscar soluções que conciliem o conceito de soberania com as necessidades de cooperação e integração entre os Estados, pois estes, por mais fortes e poderosos que sejam, não podem resolver sozinhos problemas como terrorismo, meio ambiente, fluxo de capitais e crimes contra a humanidade, entre outros.
É essencial esclarecer que, na soberania compartilhada, os Estados não renunciam à soberania, mas passam a exercê-Ia de forma compartilhada com outros Estados e nas matérias expressamente previstas em tratados.
Essa limitação aparente do Estado, característica da soberania compartilhada, garante a solidariedade e a democracia, além de um piso mínimo de direitos decorrente do chamado princípio da complementaridade, que deverá ser sempre exercido em favor do ser humano.
Não há perda da soberania, pois, na medida em que ela é compartilhada, os Estados passam a ter jurisdição também fora de seus territórios, em temas universais partilhados com os demais Estados. Compartilhar implica perdas e ganhos dentro de uma nova perspectiva.
O caminhar do Estado-Nação em direção ao Estado Constitucional Cooperativo deve ocorrer e ser incentivado dentro da comunidade, pois esse paradigma transforma sociedades em comunidades e o simples cidadão em “cidadão do mundo”, Se antes da globalização já se destacava a importância das organizações internacionais, no atual quadro. essas instituições se evidenciam como fundamentais, dada a necessária superação do Estado-Nação, pela soberania compartilhada e pelo Estado Constitucional Cooperativo, como forma de integrar a nacionalidade, regionalidade e universalidade em favor dos direitos é da proteção do ser humano.

NACIONALIDADE, REGIONALIDADE E UNIVERSALIDADE

Para Norberto Bobbío, a tarefa mais importante de nosso tempo, com relação aos direitos do homem, não é a de fundamentá-Ios, mas a de protegê-los. A tentativa incessante, de fundamentação dificultou em muito sua proteção, haja vista as diversas concepções teóricas, oriundas de diversas matrizes religiosas, políticas e ideológicas.
Superada essa questão, caminhamos para um, consenso.que universaliza tais direitos, quando ampliamos de forma complementar e integrativa os sistemas de proteção: a) doméstico-estatal; b) internacional-regional; .e c) internacional-universal.
No primeiro caso, os brasileiros têm seus direitos fundamentais protegidos pelo Estado brasileiro. Os cidadãos americanos ou os europeus têm seus direitos protegidos na esfera internacional-regional pela OEA e pela União Europeiacrespectivamente. E finalmente no patamar internacional-universal o ser humano é protegido. pela ONU. Conforme explicado, a cidadania possui significado dinâmico. Éum conceito histórico, o que faz com que seu sentido se modifique no tempo e no espaço, acompanhando o progresso da humanidade.
Isso ocorre não apenas pelas regras (de nacionalidade) que definem quem é ou não titular da cidadania (íus sanguinis, ius solis), mas pelos direitos e deveres distintos que caracterizam o. cidadão em cada Estado. Percebe-se que, mesmo dentro de cada Estado, o conceito. e a prática da cidadania veio se alargando. significativamente ao longodo último. século.
A rapidez das mudanças, em virtude principalmente dos avanços tecnológicos e culturais, faz com que aquilo que num dado momento é considerado perigosa subversão da ordem, no momento seguinte seja corriqueiro, “natural”.
Não há hoje democracia ocidental em que a mulher não tenha direito. ao voto – o que era considerado inpensável até muito pouco tempo atrás, mesmo em países desenvolvidos como a Suíça. Vale lembrar que o direito básico aovotojã esteve vinculado à propriedade de bens, à titularidade de cargos ou funções e até mesmo ao fato de pertencer ou não a determinada etnia.
Dentro do atual significado. de cidadania surge a necessidade de cooperação fundada na vontade de atuar em conjunto no plano internacional, em escala regional e global. No contexto da cooperação internacional em prol dos direitos humanos é possível observar a afirmação da soberania compartilhada e do Estado.Constitucional Cooperativo, que adiciona à sua estrutura elementos de abertura, cooperação e integração que descaracterizam o Estado Nacional Como estrutura fechada e centrada na soberaniar nacional, ens’ina Marcos Augusto Maliska (ver Desafios aoEstado Constitucional Cooperativo. Rio: Revista Forense, mai/jun 2007).
Permite-se, assim, que a comunidade internacional fixe padrões mínimos de proteção ao ser humano – o que o garantirá mesmo em períodos de instabilidade institucional dos Estados. A soberania, portanto, não. deve ser evocada como escudo de proteção às violações de direitos humanos por intermédio da cláusula de jurisdição doméstica, mas como instrumento para efetivar a proteção aos indivíduos e aos povos.
Desse modo, o princípio da soberania compartilhada deve harmonizar-se com a necessária cooperação internacional no âmbito dos direitos humanos, num eco às reais necessidades da humanidade, por intermédio da relação de complernentaridade entre as esferas de proteção, que fundamentam as distintas cidadanias complementares.
Assim, ao afirmarmos que cidadaniaé o direito a ter direitos, é evidente que o ser humano pode ter (como de fato já possui em diversas. partes do planeta) direitos nacionais, regionais e universais. Para ilustrar essa idéia: e identificar as consequências dessa relação de complementarídade, apresentamos-o caso de Damião XímenesLopes, decidido pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

CIDADANIA REGIONAL AMERICANA

A Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou, em agosto de 2006,0 governo brasileiro pela morte violenta do paçiente Damião Ximenes Lopes, internado num hospital psiquiátricoem Sobral, no Ceará, declarando na sentença condenatória.”a responsabilidade internacional (do Estado brasileiro) por descumprir, neste caso, seu dever de cuidar e de prevenir a vulneração da vida e da integridade pessoal”.
Essa sentença afirmou e concluiu que o Brasil violou sua obrigação intenacional assumida livre e soberanamente perante a comunidade internacional de respeitare garantir os direitos humanos (no caso, o direito de Damião à saúde, além do direito às garantias e à proteção judicial que seus familiares deveriam gozar).
No caso, a cidadania brasileira (pacote de direitos conferidos pela Constituição): não foi suficiente para i) impedir a violação dos direitos fundamentais de Damião e de seus familiares, e ii) para garantir, pelo menos, a adequada punição dos violadores. Com efeito, foram acionados, em caráter complementar, os direitos humanos-regionais cidadania regional americana) de Damião e de seus familiares.
A condenação do Estado brasileiro representou a afirmação da cidadania regional de Damião e a efetividade do sistema regional americano, que funcionou de forma complementar à proteção nacional.
Sendo a primeira vez qu.e a Corte se pronunciou sobre violações de direitos humanos envolvendo portadores de transtornos mentais, o episódio representou também um passo importante para o aprimoramento da política pública de saúde mental no Brasil. Nesse. sentido, verificou-se um amadurecimento na relação ente direito doméstico e internacional (regional).
É preciso destacar que a soberania brasileira foi respeitada, pois a Corte atuou tão-somente por reconhecimento expresso de sua competência por parte do país, além de ter agido depois de esgotados todos os recursos internos cabíveis. Mostra-se eficiente, destarte, a complementaridade sistêmica entre os diversos sistemas de proteção do ser humano.
Diante disso devemos enfatizar que a preocupação internacional sobre a situação interna do respeito aos direitos humanos é o novo paradigma que envolve a humanidade. Os direitos humanos são hoje parte da agenda global, e sua violação ofende não apenas as vítimas ou seus concidadãos, mas toda a humanidade.
Assim, surge uma teoria mais articulada entre direitos humanos e fundamentais, principalmente no âmbito universal, para que possamos aprimorar a defesa do ser humano, inclusive em relação aos próprios Estados.
Assim, a tríade cidadania, direitos humanos fundamentais e dignidade humana – direitos interdependentes e complementares – representa o mínimo essencial para que o discurso dos direitos humanos deixe de figurar apenas nos fóruns internacionais, nas constituições ou discursos acadêmicos, passa nao a significar uma realidade concreta no mundo.
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2015.11.15 16:37 ENGENHEIRO-EMERSON Mulheres adoram marginais e vagabundos

Você, homem honrado, de bem, trabalhador e estudioso já se perguntou o porquê de ainda estar solteiro? Pois é, esse fato é bem comum nos dias de hoje pois as mulheres modernas preferem o vagabundo, o bandido, o traficante, o assassino – Aí quando elas apanham, são estupradas ou ameaçadas saem cacarejando por aí dizendo que “homem é tudo igual”, “homem nenhum presta” e “odeio homem violento”. Você, homem de bem e honrado cresceu sendo doutrinado a acreditar que você deve ser carinhoso com as vagabundas, abrir porta do carro, pagar conta, ser gentil e meigo, mandar flores, tratar com respeito mas aí seu mundo começa a ruir quando você descobre que a vagabunda imunda te colocou na “friendzone” e foi fazer anal giratório com aquele drogadinho otário que não toma banho, que sempre está com aparência de sujo e que não estuda nem trabalha. Pois bem, eu estou aqui para te ajudar, seu paspalho, dizendo que MULHER NENHUMA PRESTA, NÃO CAIA NO CONTO DA “MULHER EXCEÇÃO”. Nessa sociedade brasileira de bosta, essas piranhas vêem o homem trabalhador, honesto e gentil como um banana, um trouxa que só serve pra pagar as contas e virar motorista particular do grupinho de amigas igualmente vagabundas da faculdade ou de outros círculos sociais. O homem sem futuro, degenerado, burro, drogado e marginal é visto como “homem de atitude”. “Mulher exceção” é um termo inventado por mulheres que fizeram merda no passado (passado esse que foi construído em cima de interesses, joguinhos emocionais, orgias, maconha, álcool, bebedeiras, festas cheias de promiscuidade e degeneração) e agora se arrependem de tudo isso, porém estão velhas, balzacas, com 5 filhos de pais marginais diferentes e se perguntam: “Ainnn por que nenhum homem me quer? BANDO DE MACHISTAS QUE NÃO CONSEGUEM LIDAR COM UMA MULHER FORTE E INDEPENDENTE!”. Pare um pouco e dê uma olhada em suas redes sociais, o moleque estudioso e honesto sempre está solteiro, agora o otário drogado skatista cheio de dreads sempre está rodeado de vagabundas – Esse moleque estudioso e honesto sempre foi feito de idiota pelas imundas piranhas, com seus joguinhos emocionais e manipulação, elas abusam da boa vontade e do bom coração desse cara para ganharem carona, trabalhos de faculdade, almoços, doces e outras coisas, mas aí quando o moleque avança e tenta algo a vagabunda diz que ele “vai achar alguém que o mereça”, “que não quer estragar a amizade”; Depois ela vai se envolver com o Marginal Vagabundo, apanha, é morta, decapitada e retalhada e “azamiga” saem bostejando por aí dizendo que ela era moça estudiosa e que não se envolvia com gente ruim. Será mesmo? Será que se ela não tivesse dado chance pro moleque estudioso e honesto ela ainda não estaria viva? Já cansei de ler relatos de otários manginas que choram por aí dizendo que foram colocados na zona da amizade porém presenciaram a mulher que gostavam saindo com aqueles moleques magrelos, funkeiros, com tatuagem de cadeia, sem futuro e “aba-reta”, aí eles ficavam se perguntando “onde foi que eu errei?”. Meu caro, você não errou, quem errou e continua errando é a piranha vagabunda que exalta esse tipo de ser, esse tipo de conduta errada é amplamente apreciado pela mulher moderna. Meu conselho é: Pare de ficar exaltando vagabundas, trabalhe e estude para o seu próprio enriquecimento – A mulher perde o poder de barganha depois dos 30 e fica desesperada, o homem não, o homem só tem a ganhar com o tempo. O tempo lhe dará frutos, acredite.
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Mulher chata na visão do homem Atitudes de uma mulher totalmente apaixonada por um homem. Sinais da Sedução: Quando uma Mulher Demonstra Interesse? Sinais EVIDENTES De Que Ela Esta Afim de Você 3 Formas De Elogiar Um Homem (ele vai cair aos seus pés) ISSO FAZ QUALQUER HOMEM SE AFASTAR DE VOCÊ COMO ESQUECER UM HOMEM QUE VOCÊ GOSTA Por que quando a MULHER SOME O HOMEM VAI ATRÁS?! - YouTube

Quando uma mulher perde a esperança em um homem, não há ...

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Para dominar a ciência da sedução e conquista, INSCREVA-SE no curso Fórmula da Sedução, gratuitamente, clicando no link: http://bit.ly/formula-seducao e desc... E o problema não é somente o afastar, mas o sentimento de perda quando isso acontecer. Acredito que é este o maior problema quando o assunto é terminar uma relação. O ser humano não gosta ... Porque normalmente é uma mulher que sufoca ele, e o homem não irá querer vivenciar esse fato. Tome cuidado, pois você pode não sentir prazer em uma relação sendo muito ansiosa. Atitudes de uma mulher totalmente apaixonada por um homem. Keyla Leão YouTuber ... se tiver interesse em participar deposite o valor de R$57,00. ... Nasci homem em corpo de mulher Pr Claudio ... Bajular é simplesmente aumentar o ego do homem. É o que você consegue quando uma mulher simplesmente joga comentários para engrandecer um homem, mesmo quando ele não está fazendo ... Quando uma mulher está afim de você ela dá sinais de interesse que podem ser sutis ou não, e cabe a você saber ler e entender cada um desses sinais e agir para se aproximar dela. O que configura uma mulher chata para um homem? Será que vale a pena colocar seu relacionamento em risco por besteira? ... Não entre em DESESPERO! Senão você PERDE! - Duration: 5:09. Maria ... LOJA VIRTUAL: www.fazerumhomemseapaixonar.com.br BLOG: www.fazerumhomemcorreratras.com.br CONTATO: [email protected]